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Por: Rafael Almeida de Oliveira – Dê crédito aos autores!

O Turismo e a Criação de Não-Lugares: Um Estudo de Caso sobre a Cidade de Dubai

By ELMOBAYAD

RESUMO

Esse trabalho analisou como a criação de não-lugares pode ser justificada pela proposta de desenvolvimento baseada no consumo turístico. O questionamento sobre o assunto abordado surgiu inicialmente em uma discussão acadêmica sobre a criação de não-lugares como uma tendência incentivada pela política de turismo, vinculada ao discurso político de desenvolvimento. Para tanto, foi feito um estudo de caso sobre a cidade de Dubai – localizada no deserto dos Emirados Árabes Unidos – e sua proposta de desenvolvimento turístico. O objetivo do estudo de caso é identificar as implicações da criação de não-lugares na cidade. Para isso, foram feitas pesquisas bibliográficas sobre o tema em questão e pesquisa documental nos meios de comunicação referentes ao lugar pesquisado. O objetivo do trabalho foi demonstrar através do estudo de caso que a criação de não-lugares é impulsionada por uma proposta de desenvolvimento apoiada na idéia de globalização, gerando contradições e diferentes realidades nos setores distintos da sociedade. Após o estudo de caso, concluiu-se que muitas vezes, a tendência de apostar no desenvolvimento do turismo apenas na criação de não-lugares pode resultar, a longo prazo, em um crescimento econômico para a economia e não um desenvolvimento, pagando um alto custo social e ambiental e redefinindo a identidade do lugar.

Palavras-chave: Não-lugar, lugar, desenvolvimento global, desenvolvimento local, crescimento econômico, empreendimento turístico, identidade, mídia, globalização, consumo, Dubai.

Para ler o documento na integra, clique aqui.

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Por: Gustavo Pinto – Dê crédito aos autores!

1. Introdução

O Turismo é sempre apresentado e reconhecido como uma tendência de negócios, de segmento profissional, de oportunidade de ganhos financeiros e também de serviço a ser consumido pelo homem. Isto é visível ao se analisar os dados de movimentação financeira do setor ao redor do mundo e também aqui no Brasil. Assim, a atividade turística recebe cada vez mais atenção de empreendedores e também dos planejadores, na academia.

O “boom” dos cursos de turismo pelo Brasil é um reflexo da demanda por profissionais neste campo. Com diversos segmentos, estes cursos variam em sua ênfase, o que reflete na formação do profissional. Em sua maioria, os cursos refletem mais as necessidades tecnicistas da atividade que a abordagem científica da atividade e sua inserção em uma universidade.

No meio deste universo de possibilidades, pouco se discute sobre as tendências do turismo que modificam a paisagem, a cultura de uma comunidade, das mudanças nas relações sociais que esta atividade pode provocar. A geração de cenários turísticos que atendam as necessidades de um público ávido em consumir paisagens e estilos de vida que se diferenciam de seus hábitos, suas rotinas, podem provocar grandes modificações em comunidades frágeis, que possuem apelo turístico, e que podem passar a se render às oportunidades econômicas que surgem com a atividade. Este processo certamente pode ser benéfico à população que recebe o turista, entretanto merece planejamento adequado para que o produto não escoe rapidamente e o turismo não se torne uma vilã que consumirá o local e a cultura de um povo. Estas características não podem se tornar um produto.

Este processo é facilmente observado em Minas Gerais e suas paisagens históricas. O turismo transformou-se não só em única oportunidade de renda para várias famílias, mas também transformou cidades em cenários, em não lugar que reflete mais as características que o turista espera antes que uma vida real.

2. Objetivos

Neste artigo, iremos discutir a necessidade de se pensar as cidades – a partir do caso de Tiradentes, MG – a partir da comunidade local. Para tal, veremos que o turismo não pode fechar em si mesmo, mas buscar nas mais diversas Ciências um apoio para que o planejamento turístico seja coerente com o lugar em que se insere.

Veremos que o turismo precisa de conexões em outras áreas, portanto. E para exemplificar esta necessidade de transdisciplinaridade, abordaremos as relações entre o Turismo e o planejamento urbano. O Urbanismo é uma Ciência que mostra-se fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade turística.

Por fim, discutiremos as tendências do estudo do Turismo na Academia, e faremos deste artigo uma oportunidade de discutir não somente as oportunidades que se abrem para os profissionais da área, mas também a necessidade de se aprofundar no estudo acadêmico da atividade turística.

3. Base Teórica Preliminar: O Turismo e o Urbanismo

Uma das principais discussões envolvendo estudiosos do turismo, desde as salas de aula de graduação até professores e mestres da área, diz respeito à natureza desta pretendida abordagem científica. Tal indefinição é emergente e se reflete no surgimento de vários cursos de graduação em Turismo ligados a ciências diversas, como a administração, as ciências sociais, urbanismo e a geografia.

Neste campo de investigação em que o desconhecido é comum, o único consenso direciona para a necessidade de se eliminar limites entre disciplinas, invenção esta que auxiliou na compreensão da Ciência desde o Iluminismo. Este rigor técnico que permeia os estudos filosóficos – científicos e se mostra característica principal da crise acadêmica deste início de século dá vazão agora para outra abordagem, aberta e exposta. Exige abstração do pensamento linear clássico e conduz ao holismo, permitindo ampliação de direções; mas, em meio à ciência moderna ocidental, há o perigo de perda no meio do caminho.

3.1 As Várias Faces do Estudo do Turismo e a Transdisciplinaridade

A inserção do turismo na academia surgiu, inicialmente, somente com um caráter técnico, um curso em que se treinava o estudioso a adequar-se a normas e a repetir fórmulas. Tal característica reflete a crise da pesquisa da universidade como um todo, com valores inversos: a situação política – econômica ditando as necessidades de estudo acadêmicas, ao invés desta ser um laboratório de novas abordagens que possam extrapolar os muros da universidade.


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