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Por: Rafael Almeida de Oliveira – Dê crédito aos autores!

O Turismo e a Criação de Não-Lugares: Um Estudo de Caso sobre a Cidade de Dubai

By ELMOBAYAD

RESUMO

Esse trabalho analisou como a criação de não-lugares pode ser justificada pela proposta de desenvolvimento baseada no consumo turístico. O questionamento sobre o assunto abordado surgiu inicialmente em uma discussão acadêmica sobre a criação de não-lugares como uma tendência incentivada pela política de turismo, vinculada ao discurso político de desenvolvimento. Para tanto, foi feito um estudo de caso sobre a cidade de Dubai – localizada no deserto dos Emirados Árabes Unidos – e sua proposta de desenvolvimento turístico. O objetivo do estudo de caso é identificar as implicações da criação de não-lugares na cidade. Para isso, foram feitas pesquisas bibliográficas sobre o tema em questão e pesquisa documental nos meios de comunicação referentes ao lugar pesquisado. O objetivo do trabalho foi demonstrar através do estudo de caso que a criação de não-lugares é impulsionada por uma proposta de desenvolvimento apoiada na idéia de globalização, gerando contradições e diferentes realidades nos setores distintos da sociedade. Após o estudo de caso, concluiu-se que muitas vezes, a tendência de apostar no desenvolvimento do turismo apenas na criação de não-lugares pode resultar, a longo prazo, em um crescimento econômico para a economia e não um desenvolvimento, pagando um alto custo social e ambiental e redefinindo a identidade do lugar.

Palavras-chave: Não-lugar, lugar, desenvolvimento global, desenvolvimento local, crescimento econômico, empreendimento turístico, identidade, mídia, globalização, consumo, Dubai.

Para ler o documento na integra, clique aqui.

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Por: Andrezza Goulart, Charles de Oliveira, Danielle Vasconcelos, Felipe Caputo e Leonardo Coutinho – Dê crédito aos autores!

OBJETIVO DO TRABALHO

Objetiva-se com este trabalho propor ações mercadológicas para o turismo em Lavras Novas/MG por meio do diagnóstico e análise da atual situação do turismo no local.

METODOLOGIA

A metodologia deste estudo consiste, a princípio, na pesquisa de gabinete para a coleta de informações sobre a atratividade (natural e cultural), disponibilidade de equipamentos e serviços turísticos, bem como as ações políticas e econômicas direcionadas ao desenvolvimento turístico de Lavras Novas.

Concomitantemente, foi feito um levantamento dos atuais direcionamentos mercadológicos do turismo no local, visando perceber como se dá o marketing como um todo do distrito.

O segundo passo da metodologia incide na pesquisa in loco com o intuito de averiguar as informações adquiridas na pesquisa de gabinete. Além disso, a visita a campo permite um olhar múltiplo e mais claro sobre a realidade do distrito. Para o aumento da percepção dos pesquisadores, entrevistas semi-estruturadas foram aplicadas junto aos atores da atividade turística: órgão público, empresários do trade turístico, comunidade e turistas, tendo cada uma sua abordagem específica.

Trabalhando com os dados da pesquisa de gabinete e in loco, foi feito um diagnóstico e posteriormente uma análise SWOT, a fim de facilitar a percepção dos pontos a serem melhorados e os a serem reforçados. A partir disso, foi possível propor uma visão estratégica, com objetivos e meios para alcançar a conjuntura pretendida para Lavras Novas.

Lavras Novas

1 – CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

1.1 – HISTÓRICO

Lavras Novas do Coronel Furtado, fora descoberta pela família Cubas de Mendonça, sendo de 1717 o documento mais antigo encontrado (batistério de Maria dos Prazeres, filha de tradicional família paulista da época) e evidências que provam que existiram minas auríferas antes das existentes em Mariana e Ouro Preto.

Com a descoberta do ouro, formou-se um aglomerado próximo às minas de exploração, sendo esta a principal atividade do local até a queda de sua produção mineral.

Quando o ouro da região escasseou, ao final do século XVIII, o povoado entrou em decadência e, devido ao seu difícil acesso, ficou praticamente isolado do resto do município de Ouro Preto. Isto acabou por gerar um número expressivo de casamentos consangüíneos, o que contribuiu para manter sua população majoritariamente negra, descendente do grande número de escravos utilizados nas lavras de ouro.

O distrito de Lavras Novas é um dos mais antigos da região de Ouro Preto. Possui uma paisagem urbana e rural bastante singular, local de rios e cachoeiras, lagos, de onde se avistam a Serra do Caraça, Serra da Bocaina, Serra do Itabirito, Serra da Chapada, Serra de Ouro Branco, Serra do Cápua e o Parque do Itacolomi. A cidade permaneceu preservada devido à estagnação a que foi submetida após o declínio da atividade aurífera.


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