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Por: Rodrigo Moreira Magalhães e Luísa Lagoeiro Ferreira – Dê crédito aos autores!

Alternativas de Visitação para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

RESUMO

Resultados finais do projeto Alternativas de visitação para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (PNCP), desenvolvido no ano de 2007, pelos alunos Rodrigo Moreira Magalhães e Luísa Lagoeiro Ferreira. O Parque está localizado na região Norte de Minas Gerais, mais precisamente entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, e tem, como principal atrativo, a visitação de cavernas. O projeto teve como objetivo propor novas modalidades turísticas que poderiam ser desenvolvidas no PNCP, de forma a diversificar seus atrativos e oferecer novas alternativas de renda para a população de seu entorno.

Palavras-chave: Parque Nacional Peruaçu, uso público.

Para ler o documento na integra, clique aqui.

Não se esqueça de dar crédito aos autores!

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Por: Ana Carolina Teixeira Pontes, Ludmila Figueiredo Pitangui Mendonça, Vitor Kendi Iida Kosaka e Wallace Fernandes de Faria – Dê crédito aos autores!

RESUMO

Este artigo aborda as práticas alimentares no distrito de São João da Chapada – MG, relacionando-as com os aspectos culturais desse povoado. Abordam-se também, como as iniciativas de Turismo Solidário, em processo de implantação na região, podem contribuir para a valorização dessa cultura.

Palvras-Chave: práticas alimentares – cultura garimpeira – Turismo Solidário

ABSTRACT

This article refers to the practices of feeding on the county of São João da Chapada – MG, relating them to the culture aspects of this people. Refers, also, to how the initiatives of Solidarity Tourism – in process of implantation on the region – may contribute to the valorization of their culture.

Key words: practices of feeding – culture of garimpo – Solidarity Tourism

INTRODUÇÃO

Alimentar-se para o ser humano é um ato carregado de elementos culturais e ideológicos. Os valores atribuídos aos alimentos passam da necessidade vital de sobrevivência, assumindo representações culturais e criando formas de sociabilidade. O artigo busca demonstrar como as práticas alimentares revelam aspectos da cultura sanjoanense e como o turismo, ao propiciar o encontro com o outro, pode contribuir para a valorização dessa cultura por parte dos moradores.

Este trabalho é parte das atividades acadêmicas desenvolvidas no Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (IGC/UFMG), como o produto final da disciplina Turismo Cultural do curso de graduação em Turismo, ministrada pela professora Mariana de Oliveira Lacerda. Foi fruto tanto de uma pesquisa de gabinete, quanto de uma visita de campo na localidade estudada, entre os dias 29 e 31 de outubro, do ano de 2006.


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Por: André Franchini Campos de Pinho, Chogüi Pissolato Silvera e Gustavo Pereira Pinto – Dê crédito aos autores!

1 A Rua da Bahia

1.1 Histórico

Todos os caminho iam à Rua da Bahia. Da Rua da Bahia partiam vias para os fundos do fim do mundo, para os tramontes dos acabaminas… A simples reta urbana… Mas seria uma reta? Ou antes, a curva? Era a reta, a reta sem tempo, a reta continente dos segredos dos infinitos paralelos. E era a curva. A imarcescível curva, épura dos passos projetados, imanência das ciclóides, circulo infinito… Nós sabíamos, o Carlos tinha dito. A Rua da Bahia era rua sem princípio nem fim. Descíamos. cada um de nós era um dos moços do poema. Subíamos. ‘Um moço subia a Rua da Bahia (Pedro Nava)

Na primeira cidade planejada do Brasil, a Rua Bahia foi traçada como eixo de ligação entre a parte administrativa, erguida na Praça da liberdade, e o centro comercial que surgiu ao redor da Praça da Estação e da Avenida Afonso Pena. No entanto a rua extrapolou o limite de mero “corredor” a um ativo centro cultural, com a presença de artistas, intelectuais e jornalistas nas suas livrarias e bares.

Acervo Museu Histórico Abilio Barreto

Fonte: Acervo Museu Histórico Abílio Barreto

[…] agora estamos a três quarteirões do Bar do Ponto, que é o centro. Eu me referia ao centro da cidade, mas logo veria que aquilo era o centro de Minas, do Brasil, do mundo. Mundo vasto mundo. (Pedro Nava)

A Rua da Bahia, principalmente o trecho entre as avenidas Afonso Pena e Álvares Cabral, representava o coração da cidade, como disse Pedro Nava, o centro, não só de Belo Horizonte, mas do mundo, uma vez que diversos intelectuais, belo-horizontinos e até estrangeiros se reuniam nos diversos atrativos da rua. Tudo acontecia e se fazia em torno da Rua da Bahia.

O Café Estrela (localizado onde até recentemente funcionava o Bahia Shopping) tornou-se famoso porque foi ponto de encontro dos intelectuais mineiros que, na década de 20, integraram o movimento modernista literário, tais como Carlos Drummond de Andrade, Emilio Moura, Abgar Renault, Milton Campos, Pedro Nava, a “nata” da inteligência belo-horizontina. Principalmente após a instalação da primeira universidade da cidade, diversas pessoas vinham de outras cidades e estados para estudar em Belo Horizonte, aumentando ainda mais o número de personagens influentes.

Seria Carlos Drummond ou Aníbal machado que disse: – Cidade casmurra e provinciana onde nada acontece. Dorme a tradicional família mineira. Vocês querem ver? Vou ficar pelado agora e subir esta avenida, e nada vai acontecer. E assim foi. Nada aconteceu. (Milton Campos)

Além dos cafés, outro ponto de encontro importante na rua eram as livrarias, Itatiaia e Francisco Alves. Pedro Nava depõe sobre a Livraria Francisco Alves:

O Abgar, o Milton, o Carlos, o equilibrado Capanema e o abastado Gabriel estavam sempre em fundos e, como tal, eram os primeiros admitidos à abertura dos caixotes – cerimonial que só participavam os iniciados e que se realizava no corredor vizinho à jaula do livreiro Castilho.

Na esquina com a Avenida Augusto de Lima, existia o hotel mais importante da cidade, o Grande Hotel. Era comum da sacada do segundo andar, políticos discursarem para a população belo-horizontina. Além de políticos, personagens importantes já se hospedaram no hotel, como Santos Dumont, Olavo Bilac, Rui Barbosa, Osvaldo Cruz, Getúlio Vargas, entre outros. Em 1957, o hotel foi demolido para a construção do edifício Aracângelo Maletta, inaugurado em 1961.

No Térreo, do então novo prédio, existiam diversos bares, entre eles os ainda existentes, O Pelicano, Lua Nova e Cantina do Lucas, sendo que os dois últimos foram movimentados pontos de encontro de intelectuais e jornalistas. “Dizem que o freguês tomava o aperitivo vespertino no Lua Nova e ia rebater, noite adentro, na cantina do Lucas” (Salles, 2005).

Outra característica da Rua da Bahia eram os bondes.

Minha vida é esta. Subir Bahia, descer floresta. (Pedro Nava).

Essa citação se refere ao caminho feito pelo bonde, subindo a Rua da Bahia e descendo até o bairro Floresta. Os bondes elétricos subiam e desciam nas linhas que levavam à Serra, Abrigo Pernambuco (atual Savassi) e, posteriormente Carmo e Sion. A princípio o ponto inicial ficava na Afonso Pena com Bahia (daí o nome Bar do Ponto), mas depois foi descentralizado, inclusive com a construção de dois abrigos ainda na Afonso Pena, próximos da Praça Sete.

Houve casos em que o bonde saiu dos trilhos e colidiu com casas e estabelecimentos, como aconteceu certa vez, na curva da esquina de Bahia com Gonçalves Dias.

Nos bondes viajava toda a população belo-horizontina, homens brancos, negros e mulatos, magistrados e operários, moços e velhos, ricos e pobres. O bonde, de certa forma também era um centro de convívio social e cultural importante na Rua da Bahia. Com o crescimento da cidade, os bondes foram sendo substituídos pelos trólebus, ônibus e lotações, até desaparecerem por completo.

A baleira da Rua da Bahia
É bela como as balas são divinas.
Ou divina é a baleira, e suas balas
Imitam o caramelo de seus olhos?

Carlos Drummond – Menção à Confeitaria Suíça.

A Rua da Bahia também tinha importância no carnaval de rua belo-horizontino. Nas décadas de 30 e 40, além do movimento na Afonso Pena, a folia se concentrava no quarteirão da Rua da Bahia, entre a avenida e a Rua dos Goitacazes, e em torno do Trianon e da Elite (movimentados bares da época). Mais tarde com o fechamento do Trianon e da Elite coincidiria com a decadência do carnaval de rua; ainda assim, o Gruta Metrópole (outro movimentado bar da rua) acolheu os últimos remanescentes da boemia carnavalesca.

Na primeira metade da década de 50, após o fechamento dos bares do Ponto e do Trianon, começara a funcionar a Gruta Metrópole, que foi sem dúvida, o ultimo reduto da vida boêmia daquela rua. Lá, reuniam-se “intelectuais, jornalistas, políticos, artistas, comunistas, professores, empresários, funcionários públicos, esportistas, barbeiros, tudo que se pode imaginar. Todos discutiam tudo: política, esportes, negócios, artes, filosofia, literatura, segredos de família. A maledicência e os mexericos completavam o cardápio variado” (Salles, 2005).

Conversa de botequim não instrui, mas informa. (Antônio Pinto Coelho)

A Gruta era muito mais do que um bar, representava a vida da capital mineira. Era considerado por muitos como sua casa, sua família, a solução para seus problemas, muito mais que um simples ponto de encontro. Assim como o valor que as livrarias Itatiaia e Francisco Alves representavam para a cultura, a Gruta Metrópole ocupou na Rua da Bahia, assim como o Estrela, 50 anos antes, representava como referência para a vida belo-horizontina.

Após a morte de seu dono, Jéferson Pinto, sua esposa assumiu a direção, mas este nunca mais foi o mesmo. “Embora os esforços para mantê-la, entrou em decadência, ao cair nas mãos inexperientes da mulher do Jéferson. Como não possuía qualquer vivência comercial, ela ficou sem orientação e apoio. Por incrível que pareça, como era evangélica, pretendeu não vender bebida alcoólica no botequim” (Salles, 2005).

Fechado o Cinema Odeon, na Rua da Bahia.
Fechado para sempre.
Não é possível, minha mocidade
Fecha com ele um pouco.
Não amadureci ainda bastante
Para aceitar a morte das coisas
Que minhas coisas são, sendo de outrem,
E até aplaudi-la, quando for o caso,
(amadurecerei um dia?)
Não aceito, por enquanto, o Cinema Glória,
Maior, mais americano, mais isso-e-aquilo.
Quero é o derrotado Cinema Odeon,
O miúdo, fora-de-moda Cinema Odeon.
A espera na sala de espera. A matinê
Com Buck Jones, tombos, tiros, tramas.
A primeira sessão e a segunda sessão da noite.
A divina orquestra, mesmo não divina,
Costumeira. O jornal da Fox. William S. Hart.
As meninas-de-família na platéia.
A impossível (sonhada) bolinação,
Pobre sátiro em potencial.
Exijo em nome da lei ou fora da lei
Que se reabram as portas e volte o passado
Musical, waldemarpissilândico, sublime agora
Que para sempre submerge em funeral de sombras
Neste primeiro lutulento de janeiro
De 1928.

Carlos Drummond de Andrade

Juntamente com o crescimento da cidade, ocorria o “encolhimento” da Rua da Bahia. Prédios e casarões antigos (muitos com enorme valor histórico e cultural) davam lugares ao Modernismo belo-horizontino. A cidade jardim, cidade nova, que valoriza o que é novo, moderno e abandona seu passado. Cinemas, casarões e redutos culturais perderam lugar na paisagem, sendo demolidos ou despercebidos. Os jardins da cidade sumiam e levavam consigo o nome mais romântico que a cidade já teve, passando a ser a capital moderna, sem a vida que tinha anteriormente. Agora ninguém se conhece mais, ainda se sobe e desce a Rua da Bahia, porém sob ritmo frenético de uma das maiores cidades brasileiras. O Café Estrela deu lugar ao símbolo do modernismo consumista, os democráticos bondes deram lugar a ônibus, onde o que fazem é empurrarem-se uns aos outros sem nenhuma conversa, e carros que buzinam por todo o percurso. A Rua da Bahia, hoje sim, é apenas um “corredor” que liga o centro administrativo (o qual já tem planos de se mudar) ao centro econômico da cidade.

Uai, gente, o que esta cidade veio fazer aqui nesta rua? (Augusto Degois)

1.2 Momento Atual

Hoje a Rua da Bahia perdeu seu valor cultural tradicional e desponta como um importante corredor de tráfego de veículos da cidade. Se antes era um ponto de parada para a comunidade, hoje é apenas um local de passagem, onde não mais se produz pensamento ou idéias.

Para o jornalista Luiz Otávio Horta, autor do livro “Histórias da Rua da Bahia e Cantina do Lucas”, e que viveu ativamente o passado da região, “a Rua da Bahia é como um retrato dependurado na parede, é simplesmente mais uma via condutora de tráfego. Até a década de 70, foi um ponto de fundamental importância para a história cultural e política de Belo Horizonte”.

E é nessa época que a cidade, norteada pela expansão imobiliária e ideais de crescimento, acabou por derrubar inúmeras construções históricas para dar lugar a edifícios capazes de abrigar mais pessoas. Ainda assim, hoje é possível encontrar na rua e seu entorno algumas marcas do passado.


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Por: André Pinho, Letícia Torres Martins, Júlia Freire Ribeiro e Vitor Kosaka – Dê crédito aos autores!

1 Apresentação

1.1 Introdução

O município de Maria da Fé foi, no passado, uma das áreas de maior produção agrícola do país, no que se refere à batata. Com a decadência dessa atividade, a população e prefeitura buscaram alternativas para a crise econômica. A partir dessa iniciativa, surgiu a idéia da implantação de um projeto de Turismo Rural em algumas fazendas da região. Esse projeto fez com que o município deixasse de ser apreciado nacionalmente apenas pelo seu clima frio, e passou a ser conhecido, especialmente no meio acadêmico do Turismo, por seu pioneirismo na prática do Turismo Rural, no Brasil, juntamente com outras cidades (Ex: Lajes, em Santa Catarina).

Dessa forma, Maria da Fé tornou-se um dos mais importantes estudos de caso da atividade turística em Minas Gerais, como alternativa e/ou complemento para a agropecuária, principal atividade econômica nas zonas rurais de todo país.

Nos dias de hoje, a atividade turística atravessa um momento negativo, uma vez que o número de visitantes tem decaído concomitantemente, em virtude da falta de continuidade das políticas públicas que afetaram o desenvolvimento do Turismo no município.

O presente trabalho busca, então, discorrer sobre a formação e declínio da atividade na região de Maria da Fé, analisando seus impactos sociais, econômicos e culturais. Serão estudados os aspectos físico-geográficos, o contexto histórico das atividades econômicas desenvolvidas (agropecuária e Turismo), os arranjos institucionais para a realização do projeto, além da oferta e demanda, fator determinante no sucesso desse tipo de atividade.

Além de um exame generalizado do Turismo Rural em Maria da Fé, será analisado também um estudo de caso específico, – a fazenda EPAMIG – pelo qual será possível diagnosticar alguns problemas na implantação do projeto, assim como ilustrar a situação geral.

O Turismo também será tratado de acordo com os conceitos do campo do Turismo Rural, assim como a partir de sua multifuncionalidade e suas externalidades.

1.2 Metodologia

A primeira etapa para a elaboração do presente trabalho consistiu na realização de debates temáticos em sala de aula, com o objetivo de suscitar definições e ponderações pertinentes ao estudo do Turismo Rural, além de discussões embasadas em textos sobre o desenvolvimento da atividade turística em Maria da Fé.

O trabalho foi construído e desenvolvido, também, por meio de informações colhidas em trabalho de campo realizado no município de Maria da Fé e região, no mês de Maio. Para isso, foram visitados órgãos governamentais, associações comerciais e sociais, fazendas ligadas à atividade turística, além de terem sido realizadas entrevistas com os responsáveis pelo setor, tanto na esfera privada, quanto na pública.

A observação empírica do fenômeno turístico foi possível devido à percepção dos aspectos políticos, econômicos, ambientais e sócio-culturais municipais com a população local (dentro das possibilidades impostas pela limitação do período de visitação ao município); a coleta das informações ocorreu de forma a priorizar a imparcialidade na análise destas. Assim, foram considerados os diversos pontos de vista defendidos pelos diferentes segmentos da sociedade na análise das informações obtidas. Essa etapa foi essencial para o conhecimento da conjuntura social e econômica, e das relações políticas do local, fatores fundamentais no âmbito da atividade turística.

Também foram associadas a essas informações, dados coletados em livros, bancos de dados e sites da internet, como forma de enriquecer o trabalho. Depois de compiladas, foi possível vislumbrar as possibilidades e deficiências de infra-estrutura, de atrativos e da situação econômica e social.

Com essas informações conectadas, através do conhecimento e experiências já vivenciadas no campo da atividade, foi elaborado um trabalho sobre a conjuntura turística de Maria da Fé, com reflexões sobre o histórico, desenvolvimento e relações do Turismo na região.

1.3 Objetivos

O objetivo do presente trabalho é analisar como a atividade turística vem alterando o ambiente e o cotidiano da comunidade local de Maria da Fé, dando-se enfoque maior no desenvolvimento do Turismo Rural, priorizando as fazendas visitadas, e as manifestações culturais Marienses como festas tradicionais, desenvolvimento do artesanato, e as demais representatividades da cultura regional.

Serão confrontados, dessa forma, os conceitos teóricos aprendidos em sala, com a realidade observada em campo. Assim, será possível compreender o arcabouço teórico já existente e sua materialização no espaço.

2 Caracterização da Região Sul

2.1 Condições Bioclimáticas

As condições bioclimáticas sempre tiveram um peso importante para o desenvolvimento da atividade turística em determinadas regiões. A região Sul de Minas Gerais, com suas belezas naturais, diversas estâncias hidrominerais e climáticas, além de seu relevo elevado – destacando-se a Mantiqueira e o Caparaó –, é favorecida naturalmente, constituindo um dos principais pólos receptivos do estado.


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