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Por: Álvaro Sales e Anna Cristina Machado – Dê crédito aos autores!

Resumo

O objetivo do presente trabalho é a verificação da atividade turística nos municípios de Sete Lagoas e Cordisburgo, Minas Gerais, de maneira a conhecer e avaliar como seus atrativos têm sido trabalhados no sentido de envolver o turista e fazer com que ele estabeleça uma relação respeitosa e cuidadosa com esses locais. Para isso, foram realizadas revisões nos conceitos de topofilia, topofobia e geoturismo, assim como um trabalho de campo que resultou numa caracterização para melhor conhecimento da região e na observação in locu da percepção dos habitantes locais sobre a área de estudo. Por fim, propomos algumas ações que podem otimizar a atividade turística nos dois municípios, tanto para o turista, quanto para o espaço em si.

Palavras-chave: carste, geoturismo, topofilia.

Gruta Rei do Mato

Gruta Rei do Mato

1 Introdução

O presente artigo é fruto de um trabalho de campo realizado nos municípios de Sete Lagoas e Cordisburgo nos dias 27 e 28 de outubro de 2007. Foram visitados alguns locais, incluindo pontos turísticos já consolidados, e aplicados questionários de percepção da paisagem junto à população local.

Os municípios de Sete Lagoas e Cordisburgo estão localizados próximos à Belo Horizonte, com distâncias de 76 km e 113 km aproximadamente. Estão inseridos numa área geológica chamada de carste, com presença de grutas e dolinas. Sete Lagoas constitui um pólo econômico representativo no estado de Minas Gerais e Cordisburgo, possui a pecuária e agricultura como principais atividades econômicas. Turisticamente falando, as duas cidades estão inseridas no Circuito Turístico das Grutas, divisão essa que divide o estado em circuitos a partir de características físicas, culturais e/ou econômicas.

Dessa forma, propomos neste artigo pontos de visitação turística nos dois municípios. Esses pontos foram definidos e embasados a partir do geoturismo, que se utiliza de características geográficas e culturais para definir atrativos turísticos. Assim, é feita uma caracterização geográfica da região, seguida da conceituação de termos relacionados à percepção da paisagem, para determinar pontos com enfoque em geoturismo.

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Por: Ana Carolina Pontes, Anna Cristina Machado, Gustavo Pereira Pinto e José Geraldo de Moura Jr – Dê crédito aos autores!

Proposta de Plano Interpretativo Mariana – MG

Tema – Turismo Histórico Cultural: As Raízes das Tradições Mineiras

Proposta de Plano Interpretativo Mariana - MG

Proposta de Plano Interpretativo Mariana – MG

Objetivos

  • Apresentar a cidade sob uma nova perspectiva, despertando um novo olhar.
  • Abordar a vida privada no período colonial.
  • Reconstituir partes dos aspectos do cotidiano da vida colonial e sua interface com a formação do povo mineiro.

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Por: Rodrigo Moreira Magalhães e Luísa Lagoeiro Ferreira – Dê crédito aos autores!

Alternativas de Visitação para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

RESUMO

Resultados finais do projeto Alternativas de visitação para o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu (PNCP), desenvolvido no ano de 2007, pelos alunos Rodrigo Moreira Magalhães e Luísa Lagoeiro Ferreira. O Parque está localizado na região Norte de Minas Gerais, mais precisamente entre os municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, e tem, como principal atrativo, a visitação de cavernas. O projeto teve como objetivo propor novas modalidades turísticas que poderiam ser desenvolvidas no PNCP, de forma a diversificar seus atrativos e oferecer novas alternativas de renda para a população de seu entorno.

Palavras-chave: Parque Nacional Peruaçu, uso público.

Para ler o documento na integra, clique aqui.

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Por: Danilo Raslan, Felipe Caputo, Filipe Elias e Gabriel Túlio – Dê crédito aos autores!

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho consiste em um estudo sobre a Avenida Afonso Pena, no quarteirão das ruas Álvares Cabral e Guajajaras. Esta área é de grande importância histórica e cultural para Belo Horizonte, uma vez que possui edificações tombadas pelo IPHAN e o Parque Municipal da Cidade, um importante espaço verde dentro do sítio urbano.

É feita uma contextualização da área analisada, através de um breve histórico da cidade de Belo Horizonte, da Avenida Afonso Pena e dos principais edifícios que compõem a área, como o Palácio das Artes, o Conservatório de Música e o Automóvel Clube, além do Parque Municipal, que se apresenta como um espaço para desenvolvimento de atividades de lazer para a população de Belo Horizonte.

A área é bastante movimentada, tanto por pedestres, quanto por veículos, o que traduz a relevância de se estudar esta região, tendo como base a relação dos transeuntes e as edificações. Além disso, possui prédios de interesse turístico, conformando uma área complexa com usos diferenciados e um pertencimento de lugar bastante variado.

Afonso Pena

Dessa forma, o trabalho objetiva a análise da percepção territorial, levando-se em consideração as dimensões analíticas da arquitetura, como: levantamento dos recursos locais, que constitui uma investigação dos recursos locais para o desenvolvimento do turismo a partir de uma breve sistematização dos recursos naturais, históricos e culturais, dos tipos especiais de atrativos, do clima, da qualidade ambiental da região, da infra-estrutura urbana, serviços urbanos e dos serviços e equipamentos em áreas turísticas; morfologia do território, que se fundamenta na análise das formas que o território se estrutura, tendo como base o crescimento das edificações, o traçado e parcelamento do território, os tipos dos elementos que constituem o espaço e suas articulações; a percepção do meio ambiente, que consiste na análise do espaço existencial e seu nível de percepção, a fim de definir o genius loci que o lugar possui; análise visual, que é uma avaliação do lugar e seu conteúdo, com intuito de perceber qual o grau de pertencimento do usuário com o lugar; as qualidades territoriais, que analisa a imageabilidade do lugar, levando-se em consideração cinco elementos – caminhos, limites, setores, nós e marcos -, a legibilidade que avalia a facilidade com que o usuário faz a leitura do lugar e a identidade que consiste em diferenciar e identificar um espaço do outro, através da percepção do usuário; por fim, o comportamento ambiental, que é uma observação da paisagem local, avaliando os aspectos físicos do território e suas relações com os transeuntes.


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Por: Gustavo Pinto – Dê crédito aos autores!

1. Introdução

O Turismo é sempre apresentado e reconhecido como uma tendência de negócios, de segmento profissional, de oportunidade de ganhos financeiros e também de serviço a ser consumido pelo homem. Isto é visível ao se analisar os dados de movimentação financeira do setor ao redor do mundo e também aqui no Brasil. Assim, a atividade turística recebe cada vez mais atenção de empreendedores e também dos planejadores, na academia.

O “boom” dos cursos de turismo pelo Brasil é um reflexo da demanda por profissionais neste campo. Com diversos segmentos, estes cursos variam em sua ênfase, o que reflete na formação do profissional. Em sua maioria, os cursos refletem mais as necessidades tecnicistas da atividade que a abordagem científica da atividade e sua inserção em uma universidade.

No meio deste universo de possibilidades, pouco se discute sobre as tendências do turismo que modificam a paisagem, a cultura de uma comunidade, das mudanças nas relações sociais que esta atividade pode provocar. A geração de cenários turísticos que atendam as necessidades de um público ávido em consumir paisagens e estilos de vida que se diferenciam de seus hábitos, suas rotinas, podem provocar grandes modificações em comunidades frágeis, que possuem apelo turístico, e que podem passar a se render às oportunidades econômicas que surgem com a atividade. Este processo certamente pode ser benéfico à população que recebe o turista, entretanto merece planejamento adequado para que o produto não escoe rapidamente e o turismo não se torne uma vilã que consumirá o local e a cultura de um povo. Estas características não podem se tornar um produto.

Este processo é facilmente observado em Minas Gerais e suas paisagens históricas. O turismo transformou-se não só em única oportunidade de renda para várias famílias, mas também transformou cidades em cenários, em não lugar que reflete mais as características que o turista espera antes que uma vida real.

2. Objetivos

Neste artigo, iremos discutir a necessidade de se pensar as cidades – a partir do caso de Tiradentes, MG – a partir da comunidade local. Para tal, veremos que o turismo não pode fechar em si mesmo, mas buscar nas mais diversas Ciências um apoio para que o planejamento turístico seja coerente com o lugar em que se insere.

Veremos que o turismo precisa de conexões em outras áreas, portanto. E para exemplificar esta necessidade de transdisciplinaridade, abordaremos as relações entre o Turismo e o planejamento urbano. O Urbanismo é uma Ciência que mostra-se fundamental para o desenvolvimento sustentável da atividade turística.

Por fim, discutiremos as tendências do estudo do Turismo na Academia, e faremos deste artigo uma oportunidade de discutir não somente as oportunidades que se abrem para os profissionais da área, mas também a necessidade de se aprofundar no estudo acadêmico da atividade turística.

3. Base Teórica Preliminar: O Turismo e o Urbanismo

Uma das principais discussões envolvendo estudiosos do turismo, desde as salas de aula de graduação até professores e mestres da área, diz respeito à natureza desta pretendida abordagem científica. Tal indefinição é emergente e se reflete no surgimento de vários cursos de graduação em Turismo ligados a ciências diversas, como a administração, as ciências sociais, urbanismo e a geografia.

Neste campo de investigação em que o desconhecido é comum, o único consenso direciona para a necessidade de se eliminar limites entre disciplinas, invenção esta que auxiliou na compreensão da Ciência desde o Iluminismo. Este rigor técnico que permeia os estudos filosóficos – científicos e se mostra característica principal da crise acadêmica deste início de século dá vazão agora para outra abordagem, aberta e exposta. Exige abstração do pensamento linear clássico e conduz ao holismo, permitindo ampliação de direções; mas, em meio à ciência moderna ocidental, há o perigo de perda no meio do caminho.

3.1 As Várias Faces do Estudo do Turismo e a Transdisciplinaridade

A inserção do turismo na academia surgiu, inicialmente, somente com um caráter técnico, um curso em que se treinava o estudioso a adequar-se a normas e a repetir fórmulas. Tal característica reflete a crise da pesquisa da universidade como um todo, com valores inversos: a situação política – econômica ditando as necessidades de estudo acadêmicas, ao invés desta ser um laboratório de novas abordagens que possam extrapolar os muros da universidade.


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Por: André Pinho, Daniela Silva e Júlia Freire – Dê crédito aos autores!

Introdução

O Turismo e a estatística são conceitos que têm uma história semelhante. Ainda que sejam atividades amplamente realizadas, desde tempos remotos, quando as grandes navegações e o mercantilismo despontaram, vêm sendo estudadas mais profundamente apenas no último século.

Ao mesmo tempo, com o desenvolvimento do meio acadêmico da ciência do Turismo, surgiu naturalmente a necessidade de utilização da estatística como instrumento para análise do mercado e das sociedades envolvidas na atividade.

Contudo, mesmo que seja bom o número de informações referentes à atividade turística, é incipiente o número de estudos e produções que trabalham a estatística aplicada ao Turismo, de forma simplificada. Também nota-se a falta de estudos que indicam como devem ser aplicados os conhecimentos proporcionados pela estatística no Turismo. Ou seja, como um dado sobre o fluxo de turistas em determinada região, por exemplo, pode ser utilizado no planejamento da mesma.

Nesse sentido, o trabalho tem o objetivo de avaliar as variáveis estatísticas e sua aplicabilidade no estudo do Turismo. Desse modo, procura-se desenvolver o pensamento sobre como a estatística e o Turismo são de fato compatíveis, e quais valores devem ser considerados na análise da atividade.

Estatística para o Turismo

O Turismo – ciência que contempla e modifica a esfera social, econômica e ambiental de uma sociedade, seja positiva ou negativamente -, necessita de um planejamento baseado em informações concretas sobre o local estudado, caso almeje sucesso. Nesse caso, fica evidente a importância de dados estatísticos gerais, que sirvam de base para um estudo aprofundado.

Além disso, o mercado turístico está cada vez mais consciente da necessidade do desenvolvimento de pesquisas estatísticas que possam reunir necessidades dos turistas frente às inúmeras possibilidades de destinos. São fundamentais, portanto, para que se defina um produto consistente, informações como o que deve ser oferecido, para quem, quando e como.

A estatística permite, por exemplo, realizar estimativas sobre crescimento dos fluxos turísticos, comportamento dos turistas, tendências e rumos do mercado, cálculos de receitas e movimentação de divisas, entre outros.

O universo turístico sofre influência de variáveis socioeconômicas, culturais, políticas, e mercadológicas. Nesse contexto, as projeções estatísticas são indicadores que nos orientam sobre o comportamento dos mercados e sua evolução.

Desse modo, a atividade turística é altamente dependente da estatística, sendo fonte inicial de conhecimento para o pensamento turístico.

O órgão público do Brasil que, atualmente, realiza e compila a estatística no campo turístico com sucesso é o Ministério do Turismo. São realizados anuários estatísticos contemplando características que fundamentem a atividade no país. No âmbito internacional, nota-se presença marcante da Organização Mundial de Turismo, como organizadora da estatística mundial.

Limitações das Estatísticas

Uma dificuldade encontrada para mensurar dados sobre a atividade está na dificuldade básica de comparar as estatísticas do Turismo. Isso se dá principalmente no âmbito internacional, na comparação de dados de nações diferentes, sendo inúmeros os problemas.

A OMT define Turismo como “as atividades que realizam as pessoas durante suas viagens e estadas em lugares diferentes ao seu entorno habitual, por um período consecutivo inferior a um ano, como finalidade de lazer, negócios ou outras”. Nesse caso, a demarcação do tempo limite de permanência é questionável, já que estipula de forma concreta um tempo que não é a aplicável a todos os casos. Porém, tal definição tem o valor de facilitar a contabilização de dados estatísticos, fato importante para uma instituição como a OMT.

Entretanto, o que se percebe é que nem todos os países seguem essa definição como base para seus cálculos. Os termos turista e visitante, por exemplo, variam nas fronteiras onde os dados são coligidos. Alguns países têm conceitos diferentes sobre os mesmos, e em alguns casos não contabilizam os visitantes nem se os mesmos são remunerados.

Em outros casos, a coleta dos dados compromete as comparações. Enquanto alguns paises coletam as informações nos postos de fronteira, outros dependem das fornecidas por registros de hotéis.

Em paises onde existem relações diplomáticas peculiares, a chegada de estrangeiros não é sequer computada. Em outros, os turistas de negócios ou estudantes estrangeiros não são considerados nas estatísticas.

Visitantes em passagem, como os de cruzeiros marítimos; turistas que apenas excursionam durante um dia; ou passageiros em transito aéreo recebem tratamentos distintos dependendo do país.

Frechtling (1996) sugere que das 166 nações que informam seus dados sobre Turismo à OMT, “quatro não costumam mensurar os visitantes internacionais ou turistas. Treze países não dispõem de um cálculo recente das receitas do Turismo internacional, e 46 não fazem estimativas dos gastos com viagens internacionais”.

Nota-se que tais problemas ocorrem em menor freqüência, em âmbito nacional. Mesmo assim, em países como os EUA, onde cada estado tem certa liberdade legislativa, são notáveis tais distinções. No Brasil, ainda, pode-se notar de forma reduzida uma discrepância nos dados estatísticos coletados, principalmente devido a metodologias diferentes de coleta utilizadas.

O autor Theobald (2001) afirma que “uma das importantes tarefas da OMT é trabalhar sistematicamente com o objetivo de aperfeiçoar e contribuir para dar maior precisão às definições e classificações de Turismo mundialmente aplicadas, enfatizando a clareza e a simplicidade em sua utilização”.

A simplicidade, principalmente, é uma característica que deve ser buscada, tanto como forma de baratear os custos, quanto como meio de facilitar a coleta das informações estatísticas. Mesmo assim, deve-se sempre atentar para o fato de que as estatísticas são dados imprecisos e, também por isso, não devem ser tratadas como verdades absolutas.

Referências

ANDRADE, José Vicente de. Turismo: fundamentos e dimensões. São Paulo: Ática, 1997.

WANDERLEY, Henrique. A percepção dos hóspedes quanto aos atributos oferecidos pelos hotéis voltados ao turismo de negócios na cidade de São Paulo. São Paulo: 2004.

TIBONI, Conceição Gentil Rebelo. Estatística Básica para o Curso de Turismo. 2ª Edição. São Paulo: Atlas, 2003.- THEOBALD, William F. Turismo Global. São Paulo: Senac, 2001.

FRECHTLING, Douglas C. International Issues Forum: World marketing and economic research priorities for tourism. In: Tourism Partnerships and Strategies: Merging Vision with New Realities, 23rd Annual Conference Proceedings, Travel and Tourism Research Association, pp. 20-27.

Turismo de Negócios ou Negócios de Turismo? – Abril/2004. Disponível em: <http://revistaturismo.cidadeinternet.com.br/artigos/turneg.html&gt;

Idas Brasil – Junho/2006. Disponível em: <http://www.idasbrasil.com.br/idasbrasil/cidades/BeloHorizonte/port/negocios.asp&gt;

Imagem: Adaptado de cliparts

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