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Archive for the ‘Mangabeiras’ Category

Por: Bianca Cadilhe, Clarice Federman, Felipe Caputo e Lívia Pacheco – Dê crédito aos autores!

1.INTRODUÇÃO

“Uma paisagem só se estabelece como tal a partir do momento em que é observada por alguém”. O uso constante dessa frase durante a disciplina da qual advém a pesquisa, se deve à importância da mesma para o entendimento da relação entre a paisagem e a atividade turística. Uma pessoa é atraída para determinado destino turístico devido à sensação que o mesmo proporciona aos que o visitam. Fotos, palavras e pinturas, são apenas algumas das formas de evidenciar as paisagens causadoras de tais sensações e, dessa maneira, motivar o potencial turista a conhecê-la. Além disso, paisagem é resultado da interação entre o meio natural e a ação do homem sobre ele, é, portanto, o vetor de atração de uma localidade, já que conjuga a busca pelo contato com a natureza com a vivência de outras culturas (os principais motivadores de viagens a lazer).

O estudo subjetivo da paisagem torna-se, portanto essencial para se descobrir sob qual viés os destinos turísticos devem ser explorados e quais as melhores maneiras de se proporcionar ao turista a experiência esperada e condizente com o contexto local.

Instituto Hilton Rocha

O objetivo do trabalho em questão consiste em realizar a análise territorial da Avenida José do Patrocínio Pontes, ou Anel da Serra, de Belo Horizonte e apontar, de acordo com a perspectiva dos pesquisadores, as características que permeiam a essência do trecho e viabilizam que o mesmo seja percebido de tal maneira.

Por meio desse estudo em escala reduzida pretende-se entender os métodos de pesquisa para que possamos posteriormente aplica-los no planejamento de locais públicos turísticos, atendendo as expectativas tanto dos moradores locais, quanto dos turistas. É interessante observar, portanto, que cada pessoa possui uma interpretação diferente de elementos coletivos de acordo com suas bagagens culturais, o que cria relações específicas individuais com a paisagem. Mas ainda sim é possível a estruturação de uma ordenação do espaço que possibilite a melhor utilização do mesmo por todos. E é nesse viés que se encontra o norteador do trabalho.

2. METODOLOGIA

Para a realização do trabalho foram realizadas pesquisas de gabinete e in loco. As pesquisas de gabinete se resumem em informações obtidas na internet e no conteúdo da disciplina de Paisagem e Turismo. Foram realizadas quatro visitas de campo na Av. Jose do Patrocínio Pontes ou Anel da Serra, essas se deram nos dias 20/04 (sexta-feira) , 01/06 (sexta-feira), 03/06 (domingo) e 27/06 (quarta-feira). As visitas realizadas em dias e horários diferentes foram essenciais para viabilizar as análises das diferentes percepções das pessoas que freqüentam a avenida em cada um dos dias.

As análises da paisagem no trecho selecionado foram norteadas por cinco formulários pré-estruturados além de um roteiro de perguntas (os quais se encontram anexados no trabalho) que foram aplicadas nos moradores, trabalhadores e visitantes da rua, o que mais uma vez, viabilizou a análise comparativa de dados fornecidos por diferentes perfis.

A pesquisa virtual objetivou conseguir informações sobre decretos e leis que vigoram na rua. Por meio da compilação das mesmas juntamente com o material estudado em sala de aula e as análises das percepções da Avenida foi possível a elaboração de um trabalho descritivo permeado por uma perspectiva subjetiva que possui forte aplicação prática. As considerações finais apresentam os resultados da investigação e a análise sobre a essência local.

3. HISTÓRICO

Devido à dificuldade de se encontrar informações sobre o histórico da Avenida José do Patrocínio Pontes, as informações aqui contidas são baseadas na fala de alguns moradores da mesma, assim como em algumas reportagens a ela relacionadas.

A avenida em questão teve o início de sua ocupação, que foi bastante gradual, a partir da construção do Instituto Hilton Rocha, um hospital localizado ao pé da Serra do Curral. Tal estabelecimento recebeu autorização para ser construído quando Rondon Pacheco era governador do estado de Minas gerais. A concessão teve caráter excepcional e foi impulsionada pela importância do cientista Hilton Rocha, fundador do Instituto e primeiro morador da avenida.


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