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Archive for the ‘Hotelaria’ Category

Por: Ramon Vargas Leite, Vitor Kendi Iida Kosaka e Wallace Fernandes de Faria – Dê crédito aos autores!

Hospedagem Domiciliar em Jericoacoara – Ceara, Brasil

Jericoacoara

APRESENTAÇÃO

O turismo constitui hoje, uma atividade econômica e social importante na geração de renda e empregos no Brasil e no mundo, sendo observados benefícios principalmente nas regiões de destino. A realização da atividade turística, entretanto, pode acarretar em impactos negativos sobre a economia local (aumento do custo de vida, especulação imobiliária, instalação de empresas de fora da cidade, exclusão da comunidade local nos ganhos do turismo, etc.) e sobre a vida das comunidades locais (perda da identidade cultural, inserção de novos valores sociais e culturais, perturbação da ordem pública, etc.). Em resposta a esses impactos negativos, a criação de uma rede de hospedagem domiciliar têm sido uma alternativa de desenvolvimento e manutenção das comunidades locais de maneira sustentável.

Jericoacoara, distrito de Jijoca de Jericoacoara, manteve suas características originais como uma vila de pescadores até ser descoberta pela mídia e ser inserida no mercado de turismo domiciliar e internacional. O difícil acesso fez com que a vila mantivesse parte de suas características originais. Porém o desenvolvimento do turismo vem trazendo rápidas mudanças no ambiente e nas relações sociais da vila. As casas de pescadores que há poucas décadas representavam o único espaço para os turistas se abrigarem e que serviam como atividade complementar a renda familiar, vêm perdendo espaço para a construção de inúmeras pousadas sendo que algumas obedecem até mesmo padrões internacionais de qualidade.

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Por: Vitor Kendi Iida Kosaka – Dê crédito aos autores!

Distribuição On-line de Informações e Serviços Turísticos para o Segmento de Viajantes Independentes no Brasil – o caso da WHL.TRAVEL

whl.travel

RESUMO

Neste estudo de caráter exploratório buscou-se proporcionar uma melhor compreensão do segmento de viajantes independentes por meio de uma revisão bibliográfica e apresentar uma análise da importância da Internet e da capacidade dos infomediários, ou distribuidores do meio on-line, em atender este segmento. Para alcançar tais objetivos, primeiramente foi feita a revisão bibliográfica, na qual foram usadas muitas contribuições estrangeiras, devido ao fato de haver pouca produção sobre o assunto no Brasil. Posteriormente, realizou-se uma pesquisa empírica de cunho qualitativo, por meio de um estudo de caso de um infomediário, na tentativa de compreender como este tipo de organização age em relação ao heterogêneo e complexo segmento de viajantes independentes que percorrem o Brasil. O caso estudado é o da WHL.TRAVEL, e o percurso do trabalho consistiu na observação e análise dos web sites da empresa referentes ao Brasil e a Belo Horizonte. Nas análises realizadas, implícita ou explicitamente propõem-se adaptações da apresentação ou do conteúdo dos referidos web sites, visando melhor atender ao crescente segmento dos viajantes independentes. De maneira geral esta monografia desenhou o panorama do segmento de viajantes independentes e os possíveis delineamentos estratégicos para alcançar este público. Observou-se ao final da pesquisa que os infomediários têm grande potencial de atender os viajantes independentes, possibilitando-lhes encontrar de forma mais rápida e conveniente informações e produtos que buscam, além de poderem realizar comparações de produtos e preços de forma prática e simples a partir deste tipo de serviço. O surgimento dos infomediários aparece, portanto, como uma adequação no processo de intermediação dos produtos turísticos. Constatou-se, por fim, que nos web sites da WHL.TRAVEL ainda são necessárias algumas mudanças. Em maior escala, observou-se que o Brasil é um mercado ainda muito novo e que merece mais estudos relacionados ao tema.

Palavras Chaves: viajantes independentes, distribuição, Internet.

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Por: Júlia Freire Ribeiro – Dê crédito aos autores!

Gestão Ambiental e Endomarketing na Hotelaria: Estudo de Caso Delta Sun Peaks Resort

Sun Peaks, Canada

RESUMO

Nos dias de hoje, é crescente a demanda por produtos e serviços ambientalmente corretos. No turismo, cada vez mais nota-se a busca por destinos e empreendimentos que possuam sistemas de gestão ambiental. Por meio de um estudo de caso com o hotel canadense Delta Sun Peaks Resort – instituição atuante da defesa ao meio ambiente e da conscientização de hóspedes e colaboradores –, objetivou-se avaliar a relação entre a implantação de programas de gestão ambiental e a motivação dos funcionários por meio do endomarketing. Para o levantamento de dados foram feitas entrevistas online com os principais colaboradores da causa, bem como análise de dados informativos em publicações sobre o hotel. De acordo com os resultados obtidos, verificou-se relação direta entre as temáticas, considerando os programas de gestão ambiental como elemento propulsor para o envolvimento dos colaboradores internos, trazendo diversos benefícios associados.

Palavras-chave: Sistemas de Gestão ambiental, Endomarketing, Hotelaria.

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Por: Rafael Almeida de Oliveira – Dê crédito aos autores!

O Turismo e a Criação de Não-Lugares: Um Estudo de Caso sobre a Cidade de Dubai

By ELMOBAYAD

RESUMO

Esse trabalho analisou como a criação de não-lugares pode ser justificada pela proposta de desenvolvimento baseada no consumo turístico. O questionamento sobre o assunto abordado surgiu inicialmente em uma discussão acadêmica sobre a criação de não-lugares como uma tendência incentivada pela política de turismo, vinculada ao discurso político de desenvolvimento. Para tanto, foi feito um estudo de caso sobre a cidade de Dubai – localizada no deserto dos Emirados Árabes Unidos – e sua proposta de desenvolvimento turístico. O objetivo do estudo de caso é identificar as implicações da criação de não-lugares na cidade. Para isso, foram feitas pesquisas bibliográficas sobre o tema em questão e pesquisa documental nos meios de comunicação referentes ao lugar pesquisado. O objetivo do trabalho foi demonstrar através do estudo de caso que a criação de não-lugares é impulsionada por uma proposta de desenvolvimento apoiada na idéia de globalização, gerando contradições e diferentes realidades nos setores distintos da sociedade. Após o estudo de caso, concluiu-se que muitas vezes, a tendência de apostar no desenvolvimento do turismo apenas na criação de não-lugares pode resultar, a longo prazo, em um crescimento econômico para a economia e não um desenvolvimento, pagando um alto custo social e ambiental e redefinindo a identidade do lugar.

Palavras-chave: Não-lugar, lugar, desenvolvimento global, desenvolvimento local, crescimento econômico, empreendimento turístico, identidade, mídia, globalização, consumo, Dubai.

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Teoria de Cluster: Uma orientação para os hoteleiros de Belo Horizonte.

Por: Ana Carolina Teixeira Pontes, Luana Soares Medrado e Vítor Kendi Iida Kosaka – Dê crédito aos autores!

1- Apresentação

Este trabalho é fruto de uma pesquisa desenvolvida durante a disciplina de Estágio Curricular de Pesquisa ofertada pelo curso de Turismo da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Este estudo realiza a investigação sobre a organização, funcionamento e as políticas de relacionamentos de três hotéis em Belo Horizonte, a saber: Normandy, classificação três estrelas, Pampulha Palace, classificação duas estrelas e o Hotel Santa Marlene, sem classificação (segundo classificação da Empresa Municipal de Turismo da Prefeitura de Belo Horizonte – Belotur), investiga também, o perfil e motivação dos hóspedes, a atuação de entidades e associações de classe e outros órgãos relacionados ao setor.

1.1- Justificativa

Em Belo Horizonte as décadas de 80 e 90 foram marcadas pela recessão do setor hoteleiro belorizontino e o crescimento desordenado dos meios de hospedagem resultando num excesso de excesso de oferta que, não foi acompanhado pelo crescimento da demanda. Neste período, não havia um mercado que justificasse essa expansão desenfreada do setor hoteleiro, gerando a saturação do mercado e ociosidade das unidades habitacionais.

Os antigos hotéis sofreram com os impactos dessa crise, uma vez que, conjuntamente, ocorria a deterioração da região em que se inserem: o hipercentro da capital. Essa área apresenta problemas de violência e de trânsito congestionado. Aliado a esses problemas, o mal estado de conservação dos equipamentos e estrutura dos hotéis, contribuiam para as baixas taxas de ocupação. Assim, os hotéis não conseguiam investir na modernização e conservação de suas dependências, sendo obrigados a abaixar as tarifas para se manterem.

Belo Horizonte

Felizmente, a atividade turística da capital apresenta um novo dinamismo, proporcionado pelo próprio crescimento econômico da cidade, pelas suas mudanças estruturais e pelo aumento do número de eventos captados. A melhoria do acesso ao aeroporto de Confins através da ampliação da Linha Verde, a ampliação do Expominas e outras ações de agentes públicos e privados colaboram para essa dinamização. Esse novo cenário exige uma melhor organização e qualificação do setor hoteleiro, visto que, novas oportunidades se apresentam.

Parte do setor hoteleiro da capital não acompanhana o dinamismo da atividade turística. Muitos desses meios de hospedagem ainda atuam de forma amadora, apresentam baixo grau de profissionalização e técnicas de gestão obsoletas. Abdicam de um planejamento a nível estratégico e gerencial, assim como, de um estudo de mercado e da pesquisa de opinião dos clientes.

Neste sentido, torna-se fundamental a mudança desse paradigma de mentalidade amadora, por parte dos hoteleiros. Castelli (1991, p.13), chama atenção para a importância da aptidão para mudanças e da adequação para as novas necessidades do mercado:

Aptidão para as mudanças consiste numa atitude do empresário perante o futuro. É precisamente esta aptidão para mudanças que fará com que o hotel de sucesso de hoje seja o hotel de sucesso do amanhã.
Uma postura prospectiva está fundamentada na firme na firme decisão do empresário em ser um agente condutor desse futuro,e não meramente um agente passivo.

Para Petrochi (2002), o gestor hoteleiro deve buscar aderir às associações comerciais e de classe pois, o turismo depende desta cultura associativa para crescer e produzir benefícios. É através deste associativismo que são alcançados os processos de recuperação e mudança em busca da qualidade da oferta turística.

Nesse processo é importante a boa atuação dos sindicatos hoteleiros, de órgãos públicos como a Belotur e Secretaria de Turismo do Estado e entidades privadas como a ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis), a ABAV (Associação Brasileira das Agencias de Viagem), Sebrae e Senac. Todos eles se apresentam como orientadores e colaboradores para o desenvolvimento do setor hoteleiro.
Segundo Petrochi (2002, p. 80):

[…] um dos aspectos mais importantes da administração hoteleira é a sua interação com o destino turístico onde hotel está inserido. Em um ambiente de competitividade é imperativa a adoção de uma cultura associativa entre os empresários do turismo.

Assim, percebe-se que o pensamento orientado para a teoria de cluster configura-se como uma alternativa viável para o setor hoteleiro belorizontino. Os diversos estabelecimentos hoteleiros e os demais atores envolvidos com esse setor, organizados sinergicamente alcançam vantagem competitiva, e consequetemente elevam o produto turístico Belo Horizonte em nível regional e nacional.

A partir desse pensamento, a concorrência entre os empreendimentos hoteleiros se dará de forma sadia e, se embasará nos diferenciais dos serviços oferecidos e pela habilidade de gestão de cada um desses. Neste trabalho são apontadas as bases da qualidade total na hotelaria e o marketing hoteleiro como ferramentas indispensáveis no processo de competitividade dentro de um cluster.

Assim, é apontada a problemática desta pesquisa “como o pensamento orientado para a Teoria de Cluster pode contribuir para a organização da rede hoteleira em Belo Horizonte e para o desenvolvimento satisfatório da atividade turística no município ?”

1.2- Objetivos

Objetivos Gerais;

• Indicar caminhos para uma melhor organização e articulação da rede hoteleira de Belo Horizonte de forma a contribuir para o desempenho do setor e da atividade turística.

Objetivos Específicos;

• Investigar a organização e funcionamento dos hotéis contemplados neste estudo;
• Averiguar políticas de relacionamento dos hotéis com agentes públicos e privados e entidades de classe;
• Analisar a atuação solidária para a promoção da atividade turística em Belo horizonte e Minas Gerais;
• Estudar a política de clientela adotada pelos hotéis, assim como perfil e motivação do turista;
• Apontar a importância da adoção de técnicas de Maketing Hoteleiro e Qualidade Total para aumentar competitividade e qualidade dos serviços;
• Buscar apontar a importância da quebra de paradigmas de uma postura amadora de muitos empreendimentos e também, apontar a importância para a profissionalização do setor.


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(mais…)

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Por: Lucas BahienseDê crédito aos autores!

1 – A cidade hospitaleira

De acordo com Lúcio Grinover, a melhor forma de analisar se uma cidade é hospitaleira é analisando três dimensões fundamentais da cidade: acessibilidade, legibilidade e identidade.

1.1 – Acessibilidade

Uma política urbana correta deve se preocupar com o acesso à cidade por parte de qualquer indivíduo. Segundo Grinover, 2007 “A acessibilidade evoca diversos conceitos ligados às possibilidades de acesso dos indivíduos, ou de grupos sociais, a certas atividades ou a certos serviços que estão presentes na cidade, devendo proporcionar igualdade de oportunidade aos usuários urbanos. O acesso à cidade é direito de todos. Pode ser considerada como a disponibilidade de instalações ou meios físicos que permitem esse acesso, ou, ainda de acessibilidade sócio-econômica”.

Se formos analisar a acessibilidade física das cidades brasileiras em relação a como chegar a ela, por um lado perceberemos que são acessíveis. Afinal, é possível chegar à maioria das cidades brasileiras pelas rodovias, algumas por ferrovias e também pelos transportes aéreos.

No entanto, se analisarmos internamente uma cidade, tanto para a população residente quanto para turistas, notaremos a abordagem será diferente. Apesar da grande quantidade de pontes, avenidas e algumas evoluções em transportes urbanos, que interligam vários pontos a cidade e objetivam melhorar a qualidade do trânsito, perceberemos que as ruas e calçadas apresentam enormes dificuldades a idosos, crianças e deficientes físicos. Além disso, os transportes urbanos parecem ter sido elaborados somente para que pessoas jovens e sadias consigam utilizar.

Outra forma de termos acesso à cidade na atualidade, é através de meios de comunicação – televisão, revistas, jornais e internet. São muito utilizados pelo turista quando pretende visitar pela primeira vez uma cidade. É possível ter acesso a muitas informações sobre uma cidade por sites da Internet.

Quanto à acessibilidade sócio-econômica, também há um enorme problema. Muitas vezes, existem os serviços em determinadas cidades, mas infelizmente, devido ao baixo poder aquisitivo de grande parte da população brasileira, esses serviços são desfrutados por uma pequena parcela da população, ou até mesmo por turistas, que muitas vezes acabam tendo acesso a bens e serviços que o próprio morador não tem.

1.2 – Legibilidade

Por legibilidade, entende-se a qualidade visual de uma cidade, de um território, examinada por meio de estudos da imagem mental que dela fazem, antes de qualquer outro, os seus habitantes. (…) Com legibilidade pretende-se indicar a facilidade com que partes de uma cidade podem ser reconhecidas e organizadas num modelo coerente. (Grinover, 2007)

A imagem mental concentra-se na legibilidade (clareza) da paisagem das cidades. É um termo que possui a finalidade de indicar a facilidade com que as partes da cidade como obra arquitetônica podem ser reconhecidas e organizadas em um modelo coerente. Para Lynch, uma cidade poderia ser considerada coerente quando seus bairros, marcos e vias pudessem ser facilmente abstraídos em um modelo mental. Lynch acredita que um cenário urbano intenso e integrado é capaz de produzir uma imagem definida podendo, desse modo, desempenhar também um papel social oferecendo-se como um material objetivo na construção de símbolos e representações coletivas da comunicação do grupo. “No processo de orientação, o elo estratégico é a imagem ambiental, o quadro mental generalizado do mundo físico exterior de que cada indivíduo é portador. Essa imagem é produto tanto da sensação imediata quanto da lembrança de experiências passadas, e seu uso se presta a interpretar as informações e orientar ações”. (Kevin Lynch)

A cidade possui um sólido e poderoso significado expressivo, ou seja, ela é em si um forte símbolo social. Portanto, é possível perceber imagens públicas no meio urbano. As imagens públicas são imagens mentais comuns a vastos contingentes de habitantes de uma cidade. Elas são a interação de uma única realidade objetiva, de uma cultura e natureza fisiológica comum aos habitantes de determinada localidade.

1.3 – Identidade

A cidade é um sistema de signos, um vocabulário dominado pelo cidadão. Os lugares vivos constituem referências para a memória e as culturas locais. É essencial o cultivo da memória urbana. O historiador, o poeta, o músico fazem do todo e dos fragmentos da cidade o foco da organização de lembranças e da libertação de emoções. A emoção impregna o meio ambiente popular urbano. A cidade é um composto de pedras e tijolos acumulados, e de costumes e afetos praticados pela população urbana. (CANEVACCI)

A identidade de uma região, de uma cidade, é, ao mesmo tempo o passado vivido por seus atores e um futuro desejado por eles. (Grinover, 2007)

A identidade cultural pode ser analisada a partir dos conceitos social e cultural. O conceito de social diz respeito à totalidade das relações – de produção, de exploração, de dominação – que os grupos mantém entre si dentro de um mesmo conjunto – etnia, lugar, região, nação – e para com outros conjuntos. Portanto, a cultura, nada mais é do que o próprio social, mas considerado, sob o ângulo dos diferentes comportamentos individuais dos membros deste grupo, bem como suas produções originais.

Portanto, a identidade cultural é um processo de reconhecimento que o sujeito social realiza ao viver numa cultura e assume como algo próprio, os valores característicos de uma determinada cultura, ou seja, é a forma como os sujeitos sociais incorporam e expressam – através da vivência – os elementos da cultura dos grupos do qual fazem parte.

Sendo a cultura, e conseqüentemente a identidade cultural, alterada sob o efeito de iniciativas da sociedade, o turismo revela-se um elemento importante na compreensão dessas alterações.

O turismo, enquanto atividade que atende a lógica do mercado e do consumo capitalista, revela-se na atualidade um grande transformador da valorização dos espaços, uma vez que estes são transformados em mercadorias consumidas pelo turista. Há também modificações nas relações que se desenvolvem com este espaço e sobre este espaço, uma vez que há a valorização e recriação de hábitos regionais.

Portanto a invenção do objeto de estudo do turismo se dá através da combinação entre o natural e o cultural, sendo que a cultura atribui significados àquele primeiro. Assim, a cultura como produto das relações entre os homens e o seu lugar, que dá sentido a este lugar, subsidia a invenção do objeto turístico.

Referências

GRINOVER, Lucio. A hospitalidade, a cidade e o turismo. São Paulo: Alpeh, 2007.

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Por: Mariana de Freitas Coelho – Dê crédito aos autores!

Acomodação é um quesito essencial para a realização do turismo. Ainda que ficar em casa de amigos e parentes seja a forma mais econômica e comum entre os brasileiros ao se viajar, os hotéis vêm ganhando espaço, tratando-se de estruturas muito importantes para a realização do turismo. A definição do verbete para hotéis de lazer engloba hotéis que trabalham especificamente para proporcionar o lazer aos hóspedes, e são organizados com esse propósito. Porém, sabe-se que a maioria dos hotéis na atualidade possui equipamentos de lazer como piscina, sauna, salão de jogos, entre outros.

Os hotéis têm sido forçados a se reestruturar e a buscar soluções criativas a fim de burlar os efeitos da sazonalidade. Em Belo Horizonte, por exemplo, a maior parte dos hotéis é destinada a atender um público de turistas de negócios, tendo de possuir equipamentos específicos para atender esse tipo de demanda como: internet, salas de convenções, tomadas para laptop, assim como oferecer apartamentos como flats. A localização também é muito importante, podendo ser em áreas urbanas ou rurais, como citado no texto. Com isso, em Belo Horizonte, os preços costumam cair nos fins de semana, com descontos especiais para hóspedes durante o período.

As redes de hotéis têm se tornado mais fortes e lucrativas, aproveitando de várias oportunidades de negócio. Uma série de hotéis tem sido construída para atender diferentes tipos de clientes, aumentando ainda mais sua segmentação. Cita-se o Jules Undersea Lodge, um hotel submerso na Flórida com quartos instalados a sete metros de profundidade; o Library Hotel em Nova York com um acervo de seis mil livros; e o Freedom Paradise, um hotel em Cancun, no México, destinado especialmente para obesos. A subdivisão e classificação dos hotéis acabam sendo restritas e excludentes, além disso, a segmentação faz com que os hotéis, cada vez mais, contem com profissionais de diferentes formações, e que muitas vezes, mesmo trabalhando com o lazer, estes não possuam conhecimento teórico da teoria do lazer (alguns possuem conhecimento prático). A atuação de profissionais do lazer leva a uma discussão de quando a intervenção pessoal do profissional passa a ser um incômodo. Devem-se encontrar maneiras de fazer com que os hóspedes participem das atividades de lazer por vontade própria, sem incomodá-los. Muitas vezes, um animador para um hotel de pequeno porte não é rentável.

Uma crítica feita aos novos meios de acomodação mais bem estruturados que oferecem uma série de atividades aos hóspedes, induzindo o consumo dentro do próprio empreendimento, como os resorts, é que estes acabam evitando a interação entre turista – comunidade. Esta é uma questão muito delicada e séria abordada pelo turismo, pois impede de certa forma o beneficiamento da comunidade e a geração de renda própria, assim como a troca de experiência de ambos os atores através das relações interpessoais. Uma vez que os resorts normalmente precisam de mão-de-obra especializada (até porque o lazer é seu principal atrativo), muitas vezes contratam-se pessoas de locais exteriores à comunidade local e ao se pensar o planejamento turístico tem-se como prioridade a geração de emprego e renda para a comunidade, entrando em conflito com a sustentabilidade turística.

Portanto, devem-se pensar soluções mais criativas para alcançar maneiras mais sustentáveis de se trabalhar o turismo nos meios de acomodação, como por exemplo, o turismo social, inserção da comunidade local e capacitação da mesma, preservação das características do local, entre outros.

Bibliografia

GOMES, Christianne Luce (org). Dicionário Crítico do Lazer, Belo Horizonte, Autêntica, 2004.

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